Quem nunca ouviu falar da chocante história da cidade que foi destruída pelo vulcão Vesúvio? Pompéia foi uma cidade do Império Romano situada a 22 km da cidade de Nápoles, ao sul de Roma. A antiga cidade foi destruída durante uma grande erupção do vulcão Vesúvio no ano 79, que provocou uma intensa chuva de cinzas que sepultou completamente a cidade. Ela se manteve oculta por 1600 anos, até ser reencontrada, por acaso, em 1748. Cinzas e lama protegeram as construções e objetos dos efeitos do tempo, moldando também os corpos das vítimas, o que fez com que fossem encontradas na posição exata em que morreram. Desde então, as escavações proporcionaram um sítio arqueológico extraordinário, que possibilita uma visão detalhada na vida de uma cidade dos tempos da Roma Antiga.

Falando um pouco sobre a erupção, é natural que, quando se fala em morte causada por um vulcão, se imagina que foi devido à lava, no entanto, não foi esse o fim de Pompéia; é quase nulo o número de vítimas de lava vulcânica no mundo, visto que a lava avança com baixíssima velocidade e todos têm tempo de sobra para fugir.

Mas o que aconteceu ao meio dia do dia 24 de agosto de 79, foi bem diferente e, segundo estudos, só acontece a cada 3 mil anos, ou seja, foi uma explosão de rocha fundida comprimida, que se fragmentou e, em contato com o ar frio, se transformou em partículas de pedra pomes e poeira, que caíram sobre Pompéia. As pessoas poderiam ter fugido durante esta chuva de pedra pomes e poeira, porém, eram muito habituados a terremotos e não deram importância, encararam como algo passageiro…e esta esitação inicial foi fatal para alguns.

Após 4 horas de erupção o acúmulo de pedra pomes e poeira já atingia 1 metro de altura em Pompéia, os telhados já não conseguiam suportar o peso sobre eles, e a maioria das pessoas viu que era necessário fugir, no entanto, cerca de 1.000 pessoas permaneceram lá. Foram cerca de 24 horas de erupção e Pompéia foi coberta por cerca de 4 metros de pedra pomes. Alguns corpos foram encontrados à uma certa profundidade, o que significa que morreram logo no início da erupção, talvez pelo impacto de algum escombro ( o telhado, por exemplo ), mas a maioria estava mais próximo à superfície, e segundo estudiosos, morreram por asfixia.

      

Foram seis ondas piroclásticas ( ondas de vento fervendo, carregado de cinzas e poeira, e a 200km/h ) e a quarta foi a que matou as pessoas que ainda permaneciam por lá, e que já estavam semi-asfixiados pela terceira onda. A estratigrafia mostra as camadas das substâncias em um corte geográfico, e através dela os cientistas sabem o horário em que ocorreram, e a duração de cada uma delas.

E ali atrás, ele, o Vesúvio…

Agora, falando sobre a cidade, existe a atual cidade de Pompéia, mas as escavações arqueológicas e as ruínas da antiga Pompéia são o suficiente e incrível motivo para ir até . As ruas em pedras, ruínas de casas, estabelecimentos, teatro…o que passa na nossa cabeça andando pelas vielas é: “Como devia ser a vida por aqui até o dia 24 de agosto de 79?”

  

     

Uma coisa que achei curiosa foram esses buraquinhos, nos “meios-fios”, onde se amarravam os cavalos.

  

A cidade fica a 200 km de Roma, se chega facilmente de carro, ou de trem, e a estação fica a poucos metros da entrada do parque arqueológico, em uma área servida de restaurantes, banheiro, e estacionamento. O bilhete custa 15 e o parque arqueológico abre das 8:30 às 19:30, com última entrada às 18:00 ( de abril a outubro ) e das 8:30 às 17:30, com última entrada às 15:30 ( de novembro a março )…em geral se passa cerca de 4 horas lá dentro.

Se pensa de fazer a visita ao Vesúvio, dá para ir de carro ou de trem…o ingresso custa 10€, o acesso abre às 9:00, e o horário de fechar depende da época do ano. Para maiores informações, acesse ao site http://www.vesuviopark.it/grancono/#orari 

De trem, vá até a estação Ercolano Scavi e, na praça, tem uma agência de viagens que vende bilhete para o ônibus que faz o translado até a Quota 1000, Piazzale Vesuvio. A partir da Piazzale Vesuvio, o caminho é feito a pé, em percurso bem cansativo de 900 metros, que vencem 170 m de altitude.

Se você vai de carro, as coordenadas do GPS para a Piazzale Vesuvio são: N 40°49’42.0″ E 14°25’35.8″

   

Pompéia é mais um dos Patrimônios da Humanidade reconhecidos pela Unesco.

Como chegar a Pompéia:

Não tem trem direto de Roma para Pompéia, você terá que fazer uma baldeação em Nápoles, porém, como já expliquei no post sobre Sorrento, o percurso Nápoles x Pompéia, faça pela empresa Circunvesuviana, e não pela Trenitalia ou pela Italo. A estação Circunvesuviana Piazza Garibaldi, em Nápoles, fica no térreo da estação onde chegam os trens de alta-velocidade.

E por que usar a Circunvesuviana neste percurso? Porque a Trenitália, em geral, faz duas baldeações e, quase sempre, é mais cara. Vale lembrar que o trecho Roma x Nápoles é muito procurado então, não deixe para a última hora a compra do seu bilhete. Caso esteja com malas, a estação de Pompéia, assim como muitas, tem guarda-volumes.

ONDE COMER:

Bem em frente à entrada tem o restaurante Hortus Pompei. Almoçei lá nas duas vezes em que estive em Pompéia. http://www.pompei-hortus.it/en/

 

 

2 Replies to “Pompéia”

  1. Uma cidade incrível e emocionante!!! Viajar no tempo e imaginar o que ali foi vivido, com tanto sofrimento e desespero.

    1. Verdade! É isso o que fico imaginando também…como deve ter sido aquele terrível dia.

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