O que dizer de Veneza? A Paris italiana, cidade dos amantes, cheia de glamour, sem estradas, só com canais ( são cerca de 150 ), pontes, vielas, e românticas gôndolas, é o sonho de consumo de muita gente.

Eu já estive três vezes por lá, e me desculpem os apaixonados pelos canais venezianos mas, sinceramente, não vejo nada demais naquele lugar, embora sim, seja uma cidade interessante, diferente, e uma das mais visitadas no mundo, então, se programe bem.

Veneza é a capital da região onde fica, Veneto, e é formada por 118 pequenas ilhas que se ligam por pontes ( são cerca de 400 ). Uma parte da cidade está listada como Patrimônio Mundial, juntamento com sua lagoa ( Lagoa de Veneza, que é uma lagoa do mar Adriático ).

Veneza foi uma grande potência marítima durante a Idade Média e o Renascimento, além de ter sido ponto de parada para as Cruzadas, e um centro comercial muito importante entre os séculos XIII e XVII, principalmente quanto à seda, fibra e especiarias. Isso fez de Veneza, quase sempre, uma cidade rica. Antes de se tornar parte do reino da Itália, em 1866, Veneza chegou a ser anexada pelo império Austríaco.

A obra é do artista italiano Lorenzo Quinn faz parte da Bienal de Arte de Veneza 2017. Intitulada “Support”, as duas mãos suportam o hotel “Ca’ Sagredo” e fazem um alerta para o aquecimento global: “as mesmas mãos que estão destruindo o mundo, também têm o poder de salvá-lo”.

Bom, Veneza não é grande então, se você só quer conhecer Veneza, te basta uma tarde. Eu nunca pernoitei em Veneza, sempre fiz bate-volta, ou seja, fico cerca de 7 ou 8 horas na cidade, venho embora, e dá para ver tudo. Mas se você pensa em conhecer outras ilhas, como Murano, mundialmente famosa por seus cristais, por exemplo, recomendo que fique 2 dias, para fazer as coisas sem correria.

Chegando na estação de Venezia – Santa Lucia você pega um vaporetto que te deixa na Piazza San Marco ( ou você pode ir caminhando…são cerca de 40 minutos ), ou seja, já de cara você encontra o Palazzo Ducale, a basílica ( lembre-se que não pode entrar na basílica de saia curta e nem de bermuda/short ), e o campanile. Saindo dali e seguindo as placas, ou o mapa, você chega à ponte Rialto, a mais antiga e bonita ponte da cidade. De volta à Piazza San Marco, caminhando em direção ao canal e virando à esquerda, se chega à Ponte dos Suspiros, que liga o Palazzo Ducale às Prigioni Nuove ( primeiro edifício construído no mundo, para ser uma prisão ), e é assim chamada pois, segundo a lenda, os prisioneiros suspiravam ao passar por ali e verem, pela última vez, o mundo externo.

       

                 

                      

Os quatro cavalos que são vistos na fachada da basílica são famosos, e fizeram parte do enredo do filme/livro, Inferno, de Dan Brown. Também conhecidos como Cavalos de bronze de Constantino, foram feitos no século IV a.C. No século II o imperador Trajano os transportou para Roma, onde foram instalados sobre o Arco de Trajano. No século IV os cavalos tiveram um novo rumo e foram enviados a Constantinopla, pelo imperador Constantino, onde ornamentaram o hipódromo. Em 1204, século XIII, o doge de Veneza se apoderou dos cavalos durante o saque de Constantinopla e os levou de volta à Itália. Mas a coisa não acaba aí, no século XVIII foi a vez de Napoleão tomar Veneza e levar os “pocotós” para Paris, onde foram colocados no Arco do Triunfo do Carrossel, e só no século XIX, em 1815, eles voltaram a Veneza. Hoje eles estão no interior da basílica e, na fachada, são réplicas.

O leão alado é o símbolo de Veneza, simboliza a força da palavra de São Marcos, e é encontrado nas praças de todas as cidades que estiveram sob domínio da República Vêneta…na Piazza San Marco tem vários. O leão é representado com o livro do evangelho, e com a escrita Pax Tibi Marce Evangelista Meus ( Paz a te, Marcos, meu evangelista ). A lenda diz que um anjo teria dito isso a ele quando ele se encontrava na laguna, anunciando assim, que ali o evangelista encontraria repouso eterno.

Falando sobre o Palazzo Ducale, uma das curiosidade é que o capitel das colunas, a parte de cima, são decoradas como pequenas histórias; cada coluna tem uma decoração diferente, e conta uma história em oito pequenas esculturas. E nas três esquinas do Palazzo, as esculturas são muito interessantes: O Juízo de Salomão, Adão e Eva com a serpente, e a Embriaguez de Noé.

      

Quanto aos passeios de gôndola, o preço varia entre 80 e 100, dependendo da época do ano, mas na gôndola cabem até seis pessoas, ou seja, se você está em grupo, fica bem mais acessível.

Carros, ambulância, carro de polícia, correios, ali, tudo se faz pela água, então, os vaporetto percorrem o Grand Canal, e são os ônibus de lá. Em geral os vaporettos começam a rodar às 04:30 e vão até 00:30, e a linha 1 é uma das mais utilizadas pelos turistas, pois percorre o Grand Canal com paradas em pontos estratégicos como na Piazza San Marco e na Ponte Rialto. A passagem não é barata, custa 7 o bilhete de 60 minutos, então, dependendo do quando você queira rodar, vale mais à pena comprar o cartão Tourist Travel Card, que vale tanto para vaporetto quanto para ônibus terrestre ( para ir a Mestre, por exemplo ), e é muito recomendado para quem optar por se hospedar em Lido ou em outra ilha. A validade do TTC pode ser de 1 a 7 dias, sendo 20, o de 1 dia, e 60, o de 7. Como EU sempre fiz?? Eu compro dois bilhetes de 60 minutos, um para ir da estação até San Marco e outro para voltar de onde eu quiser, para a estação…e o resto eu caminho. Para quem estiver interessado nas demais vantagens da cidade, tem o Venezia Unica City Pass, que você pode personalizar e incluir ingressos, wi-fi público, e ganha alguns descontos ( inclusive em banheiros. Hehehe! ), além de não precisar ficar em filas.

Com certeza você irá querer uma lembrança de Veneza e as máscaras venezianas são de alucinar de tanta beleza, mas quanto mais perto da Piazza San Marco for a loja, ou o camelô, mais caro…as mais simples custam a partir de 10, e as maiores, e mais trabalhadas, podem custar cerca de 100.

           

Os objetos de decoração em vidro também são bem comuns, devido à fama de Murano. Eu comprei conjunto de brincos e colar, em vidro, por 2,50. Para lembrancinhas, recomendo uma lojinha que fica no Sottoportego delle Acque…é essa lojinha da foto. É na metade do caminho entre a Rialto e a San Marco, 5 minutinhos andando.

Veneza já foi palco de muitos filmes e o hotel Danieli foi palco para as gravações de O turista, com a Angelina Jolie e o Johnny. Depp.

Principais linhas do vaporetto:

  • Linha 1: Percorre o Grande Canal da estação de ônibus de Piazzale Roma até a Ilha de Lido, fazendo paradas em alguns lugares interessantes, como na Piazza San Marco e na Ponte Rialto.
  • Linha 3: Conecta a Piazzale Roma com a Ilha de Murano.
  • Linha 7: Conecta a Piazza San Marco com a Ilha de Murano.
  • Linha 10: Linha mais rápida para ir da Piazza San Marco a Ilha de Lido.
  • Linha 18: Faz o trajeto entre a Ilha de Lido e a Ilha de Murano

Eu sei que tem gente que morre de nojo de pombo mas eu adorei brincar com eles.

Veneza foi a primeira cidade italiana onde chegou café, em 1615, e também foi a primeira cidade a ter um café público, uma cafeteria, em 1643. Também em Veneza está localizada a cafeteria mais antiga em operação na história, desde 1720…é a Florian, na Piazza San Marco. Óbvio que o café lá não é barato mas…é histórico, vale à pena. 😛

Como chegar:

Ao meu ver, o trem é a melhor opção para se chegar a Veneza então…chegando de trem você deverá descer na estação Venezia – Santa Lucia e, logo em frente da estação você verá a Ferrovia, que é a parada do vaporetto, e onde você poderá pegar os barcos que percorrem Veneza e as ilhas próximas.

Imagine que o mapa de Veneza seja um peixe ( consegue? )…na boca do peixe é a ponte por onde chegam os trens, se vê ali a estação e à esquerda, o estacionamento. Na “barriga” do peixe, um ponto mais aberto, branco, é a Piazza San Marco. A ponte Rialto está na segunda curva, saindo da estação.

Veneza tem um aeroporto, o aeroporto internacional Marco Polo; ele fica no continente e um pouco longe da costa, mas os barcos-táxis servem os terminais. Se quiser pegar um bus, o 5 vai até a Piazzale Roma em cerca de 40 minutos, e o ATVO faz o percurso em cerca de 20 minutos, pelo mesmo valor. O Alilaguna é um ônibus aquático que vai até a Piazza San Marco. O táxi aquático acomoda até 10 pessoas e é caro, então, só vale a pena em grupos. Táxi normal também é caro e não te deixa na porta do seu hotel, então, não escolha esta opção.

Também é possível chegar a Veneza pelo aeroporto de Treviso, que fica a uma hora de Veneza ( esse aeroporto, geralmente, é operado pelas companhias low cost ). Não existem vôos diretos do Brasil para Veneza, você deverá fazer escala em Roma, Lisboa, Paris, ou Amsterdam.

Se você for de carro, pela Ponte della Libertà você chega à área de estacionamento ( Tronchetto ou Piazzale Roma ), e de lá você pega o ferry ou o vaporetto. O estacionamento custa, em média, 25€/dia, e uma opção mais barata é estacionar antes da ponte, onde se paga cerca de 10€/dia, e ir de bus.

Onde comer:

Recomendo o restaurante Kori, a 70 m da basílica. Além da comida ser boa, e por um bom preço ( spaghetti a partir de €13 ), tem menu em português e alguns garçons falam português.

5 Replies to “Veneza”

    1. Sem dúvida!!!! É um lugar em que todos deveriam estar, pelo menos uma vez na vida, como experiência…é interessante.

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